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  • 4ª edição do Ugra Zine Fest acontece em setembro em São Paulo

    4ª edição do Ugra Zine Fest acontece em setembro em São Paulo

    teaser_1_para_blogCon­fir­ma­da para os dias 20 e 21 de setem­bro, a quar­ta edição do Ugra Zine Fest acon­te­cerá no Cen­tro Cul­tur­al São Paulo e prom­ete reunir o que há de mel­hor no panora­ma dos zines, dos quadrin­hos inde­pen­dentes e da cul­tura alter­na­ti­va atu­ais em uma pro­gra­mação inten­sa e diver­si­fi­ca­da. Ao todo serão 4 palestras, 2 debates, 2 ofic­i­nas 2 exposições, 2 shows e, obvi­a­mente, uma deli­ciosa feira de publicações.

    Detal­h­es sobre as ativi­dades e sobre a par­tic­i­pação na feira serão divul­ga­dos em breve.

    O Ugra Zine Fest (ou sim­ples­mente UZF) é um even­to anu­al ide­al­iza­do e orga­ni­za­do pela Ugra Press – edi­to­ra, loja vir­tu­al e pro­du­to­ra paulis­tana com foco na fomen­tação e divul­gação da cul­tura inde­pen­dente. Sua primeira edição, em 2011, foi real­iza­da prati­ca­mente sem recur­sos, con­tan­do ape­nas com a aju­da de ami­gos inspi­ra­dos pela máx­i­ma punk do “faça você mes­mo”. Des­de a sua ter­ceira edição, o Ugra Zine Fest man­tém parce­ria com o Cen­tro Cul­tur­al São Paulo, um dos mais tradi­cionais pon­tos de cul­tura da cidade. O UZF foi duas vezes indi­ca­do ao Troféu HQ Mix na cat­e­go­ria “even­to”.

  • II Ugra Zine Fest: Uma celebração da cultura independente

    II Ugra Zine Fest: Uma celebração da cultura independente

    O Ugra Zine Fest é um even­to ded­i­ca­do ao uni­ver­so dos fanzines e das pub­li­cações inde­pen­dentes. Em dois dias com ativi­dades vari­adas e par­tic­i­pantes de difer­entes áreas de atu­ação, ofer­ece uma pro­gra­mação equi­li­bra­da entre a reflexão, a práti­ca e a confraternização. 

    A primeira edição do Ugra Zine Fest, em fevereiro de 2011, foi real­iza­da em um momen­to de aparente maras­mo para os zines e teve uma respos­ta sur­preen­den­te­mente pos­i­ti­va por parte do públi­co. Tam­bém inspirou o surg­i­men­to de out­ras ini­cia­ti­vas que, somadas, estão inje­tan­do nova vida no meio fanzineiro. O Ugra Zine Fest foi ide­al­iza­do pela Ugra Press, um pro­je­to de pro­dução, fomen­tação e pesquisa de cul­tura rad­i­cal e alter­na­ti­va. Para sua segun­da edição, pas­sa a con­tar tam­bém com a colab­o­ração de Flávio Grão e Már­cio Sno, mem­bros do blog Zin­is­mo.

    SERVIÇO

    Dia 1

    Quan­do: 9 de março, às 21h
    Quan­to: R$10
    Onde: Satt­va Bordô
    Pça. Roo­sevelt, 82
    Cen­tro – São Paulo / SP

    Dia 2

    Quan­do: 10 de março,
    a par­tir das 14h
    Quan­to: Ofic­i­nas R$20,
    demais ativi­dades colaboração
    espon­tânea (cola­bore com o
    que pud­er, se puder)
    Onde: Casa do Fazer
    R. Hum­ber­to I, 201
    Vila Mar­i­ana – São Paulo / SP

    Mais infor­mações no blog do evento

    Con­tatos
    ugra.press@gmail.com
    (11) 8458–8631 (Daniela)
    ou (11) 8376–1878 (Dou­glas)

    II Ugra Zine Fest

  • O Futuro do Livro: Leandro Márcio Ramos

    O Futuro do Livro: Leandro Márcio Ramos

    Os fanzines, práti­ca lou­váv­el que fazia o papel de glob­alizar os apre­ci­adores de várias áreas do con­hec­i­men­to, prin­ci­pal­mente na déca­da de 80 e íni­cio da de 90, foi sofren­do um notáv­el declínio com a pop­u­lar­iza­ção da inter­net e a febre de blogs e sites volta­dos à qual­quer assun­to. Mas, a mes­ma per­gun­ta que ron­da a polêmi­ca do livro impren­so, tam­bém se vol­ta a essa práti­ca que tem retor­na­do com toda força: A inter­net e a vir­tu­al­i­dade real­mente suprem as neces­si­dades e os dese­jos do usuário/leitor?

    E é sobre esse retorno ao, já con­sid­er­a­do, retrô e ao cheiro das fol­has xero­cadas e ati­tudes con­tra­cul­tur­ais que inúmeros fanzineiros, adep­tos e sim­pa­ti­zantes da práti­ca, dis­cu­tirão novas fontes de comu­ni­cação e par­tic­i­parão de ofic­i­nais que ali­mentem esse retorno das pub­li­cações fanzineiras no Primeiro Ugra Zine Fest, orga­ni­za­do pelo Lean­dro Már­cio Ramos e out­ros com­parsas dele.

    Lean­dro foi o primeiro a dar ao inter­ro­gAção o seu pon­to de vista. Ele, entre out­ras ativi­dades, é um dos ide­al­izadores do Primeiro Anuário de Fanzines, que acon­tece essa sem­ana em São Paulo, um pro­je­to do blog Ugra Press , que reunirá mais de uma cen­te­na de pub­li­cações do país, val­orizan­do a impren­sa alter­na­ti­va e arte do faça-você-mes­mo. Lean­dro expõe sua opinião sobre o tom apoc­alíp­ti­co que a mídia tra­ta do livro e salien­ta que o ato da leitu­ra com livro é uma ativi­dade que difere total­mente da pro­pos­ta de e‑readers e etc.

    inter­ro­gAção: ¨Em épocas em que se afir­ma que o e ‑book e as tec­nolo­gias do vir­tu­al vão dom­i­nar o futuro do con­hec­i­men­to, por que a insi­s­tir nos­tál­gi­co papel, tesoura e muito xerox?¨

    Lean­dro: Os entu­si­as­tas do ebook ten­dem a exarce­bar as pos­si­bil­i­dades desse for­ma­to. Colocam‑o no mes­mo pata­mar da rev­olução que o MP3 cau­sou na indús­tria musi­cal. Não con­cor­do com isso: ape­sar da cres­cente pop­u­lar­iza­ção de ebooks e e‑readers, a leitu­ra é uma práti­ca cul­tur­al reple­ta de pecu­liari­dades que me impe­dem de equipará-la com o con­sumo de músi­ca. Demor­ar duas horas sen­ta­do no trono do ban­heiro fol­he­an­do uns quadrin­hos, a clás­si­ca leitu­ra semi­deita­do na cama antes de dormir ou aque­la relax­ante tarde de domin­go lendo no sofá da sala: tudo isso me parece algo muito mais legal de se faz­er com livros ou revis­tas do que com um note­book. Ok, talvez eu seja um vel­ho que adore o cheiro dos sebos e o aro­ma das pági­nas de fanzines xero­ca­dos, e este­ja min­i­mizan­do o fato de que o inter­esse pelos for­matos dig­i­tais só aumen­ta, e como resul­ta­do cresce cada vez mais o número de livrarias que fecham suas portas. 

    Que pub­lic­itários ávi­dos em vender e‑readers apre­goem o fim do impres­so é com­preen­sív­el, afi­nal é o metiér deles garan­tir que qual­quer bugi­gan­ga se torne rev­olu­cionária, genial e indis­pen­sáv­el. Out­ra coisa é ir no tur­bil­hão midiáti­co e acred­i­tar que os livros, as revis­tas, os jor­nais e os fanzines impres­sos desa­pare­cerão. Na ver­dade, após o boom da Inter­net nos anos 90, todo o uni­ver­so das pub­li­cações impres­sas — todas elas, dos fanzines aos livros — está sendo rein­ven­ta­do. Há novas coor­de­nadas no inter­esse pelo impres­so, vis­to (e cada vez mais será assim) não ape­nas como um suporte para con­teú­dos diver­sos (notí­cias, lit­er­atu­ra, quadrin­hos, etc) mas como um obje­to. Há o nasci­men­to de novos for­matos e isso não sig­nifi­ca a morte de outros.

    No caso dos fanzines o aspec­to arte­sanal pode gan­har mil­hões de pos­si­bil­i­dades, tril­han­do cam­in­hos livres de qual­quer pressão com­er­cial. O lim­ite é a cria­tivi­dade do edi­tor em dar vida a uma pub­li­cação com­ple­ta­mente nova, fiel retra­to de sua per­son­al­i­dade, ideias e sen­ti­men­tos. Indo além da assép­ti­ca tela plana do note­book, a insistên­cia no papel, na cola e na tesoura encar­na um olhar dup­lo: a nos­tal­gia e a apos­ta no futuro, o tra­bal­ho de mod­e­lar mate­ri­ais e téc­ni­cas anti­gas e o dese­jo de pro­duzir obje­tos úni­cos, cheios de per­son­al­i­dade, pon­tos de rebel­dia e ino­vação em um ambi­ente cul­tur­al que, emb­o­ra se pro­pon­ha democráti­co e aber­to ao difer­ente, só sobre­vive pela homogeneização.