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  • Crítica: Sucker Punch — Mundo Surreal

    Crítica: Sucker Punch — Mundo Surreal

    O con­ceito, aparente­mente, é próprio do dire­tor, mas Suck­er Punch — Mun­do Sur­re­al (Suck­er Punch, E.U.A./Canadá, 2011), de Zack Sny­der é um emaran­hado de refer­ên­cias que vão des­de mangás, pas­san­do por quadrin­hos com heroí­nas até histórias de lit­er­atu­ra épi­ca, tudo isso com belas garotas/mulheres des­fi­lan­do com pou­ca roupa e mui­ta maquiagem.

    Baby­Doll é uma garo­ta transtor­na­da pela per­da da mãe e a cafages­tice do padras­to, que a tran­cafia em um hos­pi­tal psiquiátri­co na escu­ra Ver­mont da déca­da de 60. Comum a doentes e a víti­mas de agressão, a jovem cria mun­dos para­le­los para suprir a ten­sa real­i­dade, assim se for­t­ale­cen­do e lutan­do con­tra seus próprios demônios. Baby­Doll e mais qua­tro garo­tas irão se unir para fugir desse lugar que as tirou a liber­dade, para isso elas terão muitos desafios a enfrentar nos mun­dos cri­a­dos pela jovem.

    Todas as carc­terís­ti­cas para um óti­mo enre­do de graph­ic nov­el está pre­sente em Suck­er Punch, mas isso em um lon­ga tornou-se ente­di­ante e clichê em muitos momen­tos. Todo herói tem uma história psi­cológ­i­ca por trás de seus feitos, mas a doce Baby­Doll surge mais como uma des­cul­pa para a história se desen­volver. Sabe-se muito bem que Sny­der é um fã invet­er­a­do de quadrin­hos, ele mes­mo con­ta que usou mui­ta refer­ên­cia das revis­tas Heavy Met­al para o desen­volvi­men­to das heroí­nas, pena que essas refer­ên­cias ten­ham fal­ha­do na escol­ha de quem as representaria.

    As atu­ações são, em boa parte do lon­ga, bem levianas. A angel­i­cal Emi­ly Brown­ing — ain­da cri­ança — de Desven­turas em Série con­tin­ua apli­can­do o golpe do olhar despro­te­gi­do o que apre­sen­ta uma arti­fi­cial­i­dade sem taman­ho para, aparente­mente, a per­son­agem prin­ci­pal de Suck­er Punch. Nem a tal­en­tosa Jena Mal­one — con­heci­da mais pelos papeis no cin­e­ma indie — no papel de Rock­et, aca­ba con­ven­cen­do assim como resto do elen­co tira­do de séries e afins — cheio de beleza e cer­to caris­ma ‑que deixa um ar bem super­fi­cial ao longa.

    A fotografia de Suck­er Punch é um dos pon­tos altos, os tons escuros con­tra­stan­do com ele­men­tos de cena bem mar­cantes, muito pare­ci­do com o esti­lo já usa­do em 300 do mes­mo dire­tor. A tril­ha sono­ra fun­ciona bem para cenas de ação e é bem vari­a­da con­tan­do com Queen, Pix­ies e até a Bjork se trans­for­ma em músi­ca para a dança sexy da per­son­agem Baby­Doll. Infe­liz­mente, ess­es são os poucos ele­men­tos mais inter­es­santes do con­tex­to do lon­ga. Ao aden­trar o mun­do sur­re­al, Baby­Doll e suas ami­gas Sweet Pea, Rock­et, Blondie e Amber tran­for­mam-se em ver­dadeiras heroí­nas, mas não são elas que chamam tan­ta atenção, em cada cenário há um número mas­si­vo de efeitos de CGI que fazem lem­brar muito os teasers de jogos para computador.

    Enfim, Suck­er Punch é um lon­ga que vai agradar boa parte do públi­co ado­les­cente ou os fetichis­tas de plan­tão seden­tos por hero­inas de quadrin­hos mais, dig­amos, real­is­tas. No mais, o filme é mais um lança­men­to pseu­do sur­re­al­ista e bonit­in­ho para vender bonecas, roupas, virar cos­play e etc.

    Suck­er Punch — Mun­do Sur­re­al está em car­taz, con­fi­ra em quais salas em algu­mas capitais:

    Curiti­ba

    Por­to Alegre

    São Paulo

    Rio de Janeiro

    Belo Hor­i­zonte

    Con­fi­ra out­ros no site do Refilmagem.

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=n1EZmT13XRU

  • Crítica: A Lenda dos Guardiões

    Crítica: A Lenda dos Guardiões

    Nem é pre­ciso mais diz­er que a maio­r­ia das ani­mações não é só “coisa de cri­ança” e A Len­da dos Guardiões (Leg­end of the Guardians: The Owls of Ga’Hoole, EUA/Austrália, 2010), de Zack Sny­der, é mais uma óti­ma pro­dução na qual são os adul­tos que prin­ci­pal­mente irão se divertir.

    Sorem é uma jovem coru­ja fasci­na­da pelas histórias que seu pai con­ta sobre os Guardiões de Ga’Hoole e vive son­han­do um dia poder encon­trá-los. Já Kludd, seu irmão, acha tudo isso uma bobagem e um dia quan­do os dois caem aci­den­tal­mente, são rap­ta­dos por mem­bros do clã dos Puros. Após desco­brir os planos deles para dom­i­nar o reino das coru­jas, Sorem, jun­to com out­ros ami­gos, vão em bus­ca da lendária Grande Árvore de Ga’Hoole onde vivem os guardiões, para ten­tar impedir que isto aconteça.

    Por trás de um enre­do e, prin­ci­pal­mente, uma roupagem aparente­mente mais infan­to-juve­nil, A Len­da dos Guardiões sur­preende pelo seu con­teú­do mais adul­to. Com rel­a­ti­va­mente pou­cas piadas (pelo menos na ver­são dubla­da) e cenas de luta muito bem elab­o­radas, pode­ria diz­er que ele é um belo épi­co de batal­ha. Quem acom­pan­ha a tra­jetória do Zack Sny­der, recon­hecerá vários ele­men­tos, prin­ci­pal­mente dos dois últi­mos filmes (Watch­men e 300), bem car­ac­terís­ti­cos do diretor.

    A parte téc­ni­ca das ani­mações no filme é sim­ples­mente fan­tás­ti­ca. Parece que os ani­madores final­mente con­seguiram super­ar o “medo da água”, pois as sequên­cias envol­ven­do fenô­menos climáti­cos de chu­va e ven­to são incríveis. A tex­tu­ra das penas tam­bém ficou per­fei­ta e em algu­mas cenas parece até que é pos­sív­el sen­tir a macieza delas. Pena que o uso do efeito bul­let time ficou total­mente força­do e sem muito sen­ti­do em algu­mas cenas, pare­ceu mais algo do tipo: “olha, sabe­mos tam­bém faz­er slow motion”. Para os que estão em dúvi­da, vale a pena ver A Len­da dos Guardiões em 3D.

    Infe­liz­mente a dublagem esta­va pés­si­ma em alguns momen­tos, dava até para perce­ber aque­le barul­ho de quan­do se fala per­to demais do micro­fone, com­pro­m­e­tendo um pouco o filme. (Dev­e­ria ter uma sessão de ani­mações leg­en­dadas no cin­e­ma pois acred­i­to que teria públi­co.) Ape­sar de alguns furos no roteiro, além de várias coisas terem fica­do sem mui­ta expli­cação, há duas grandes difi­cul­dades em A Len­da dos Guardiões: o visu­al pare­ci­do dos per­son­agens, é pre­ciso prestar mui­ta atenção para não se perder, e a grande quan­ti­dade de nomes não tão comuns, não sendo muito fácil lembrá-los.

    A Len­da dos Guardiões é uma exce­lente ani­mação, prin­ci­pal­mente em se tratan­do de téc­ni­ca, com óti­mas sequên­cias de batal­ha e um enre­do que val­oriza prin­ci­pal­mente a imag­i­nação, algo que fica esque­ci­do na maio­r­ia dos adultos.

    Out­ras críti­cas interessantes:

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=6zST3oszKpE