
A esposa em sua sua última homenagem ao falecido marido — um exímio taxidermista — contrata uma agência funerárial à domicílio. Esta é a história do curta Le Taxidermiste (França, 2011), dirigido por Paulin Cointot, Dorianne Fibleuil, Antoine Robert e Maud Sertour, alunos da universidade francesa de computação gráfica Supinfocom Arles.
Apesar do tema mórbido, a animação é repleta de humor negro, cheia de pequenas brincadeiras e piadas, sendo difícil não esboçar nem que seja um pequeno sorriso durante a duração do curta. Além dos personagens principais (que são no mínimo excêntricos), não podemos esquecer de outro sempre presente: a mosca.

Através dos vários trabalhos espalhados pela casa, descobrimos um pouco mais sobre a vida deste peculiar taxidermista, que em seu velório só teve a presença da esposa e dos animais empalhados. Vemos alguns dos que parecem serem seus primeiros trabalhos, ainda bem tortos e sem muito cuidado. Outros que estavam em progresso e também todas as ferramentas utilizadas em seu ofício. Além disso, é possível ver rapidamente algumas fotos suas e de sua mulher, espalhadas pelos cômodos, revelando um pouco mais da vida dos dois.

Por conta da enorme quantidade de objetos presentes em cada um dos ambientes da casa, vários detalhes podem passar desapercebidos na primeira vez, tornando uma segunda assistida ainda mais interessante e divertida.
No site oficial da animação é possível ver várias imagens do processo de criação do curta e dos personagens. Apesar do making of ainda não estar disponível, vale a pena a visita.


Quando criança, John (Mark Wahlberg) não tinha muitos amigos e se sentia um estranho em relação às outras crianças, até que no Natal de 1985 ele ganha no Natal o clássico ursinho Teddy. Quantas crianças não tiveram um desses nessa época? Mas com John foi diferente, numa noite ele faz um pedido para que seu novo amigo fosse um “amigo de verdade” e Ted simplesmente ganha vida. Com uma introdução narrada em tom de fábula, a comédia de humor negro Ted (
Ted é uma típica comédia americana, só que feita para agradar principalmente a geração dos anos 80, cujas piadas vão fazer mais sentido, e os fãs de humor nada politicamente correto. O diretor Seth MacFarlane é mais conhecido por ter criado as séries animadas Family Guy e American Dad, que satirizam a fundo a cultura americana. Neste seu primeiro longa, Seth também faz a dublagen do ursinho Ted, inclusive fazendo uma brincadeira no meio do filme sobre sua voz ser igual a do Peter Griffin, personagem principal do Family Guy, que também é dublado por ele.
É quase impossível não gargalhar com a chuva de clichês lançados pelos diálogos entre John e Ted, que mantém vivos muitos dos seus gostos de criança. O longa é repleto de referências sendo atiradas por todos os lados, onde nada passa impune pela boca nada-politicamente-correta do pequeno Ted, que em certo momento brinca que quando famoso fora confundido com o Alf — o E.Teimoso, além de citar Star Wars, Top Gun e claro, Flash Gordon, o grande vício dos dois personagens. Além disso, o filme segue o mesmo estilo de Family Guy, onde os personagens vai e vem interagem com celebridades do mundo real, parecido com o que também acontece nos filmes do Sacha Baron Cohen (O Ditador, Bruno e Borat), seguindo inclusive o mesmo humor ácido.
O longa acabou virando meme nas redes sociais por conta do deputado Protógenes Queiroz ter se queixado no twitter dizendo que levou seu filho de 11 anos ao cinema e ter assistido a uma infâmia. Apesar de ter um urso fofo como um dos protagonistas, não há engano de que o filme não é para crianças, o trailer e o cartaz veiculado do mesmo deixa isso bem claro. Mas mesmo assim, casos parecidos ainda se repetiram várias vezes. Ver a classificação indicativa parece que anda meio em falta…
Ted é imperdível para quem adora se divertir com piadas de humor negro e está cansado de filmes bonitinhos e politicamente corretos. E o nível de diversão aumenta ainda mais se você também acompanhou séries como Flash Gordon e passou uma infância agitada nos anos 80.
