Tag: gobelins

  • Le Royaume

    Le Royaume

    O que é pre­ciso para ser um rei de ver­dade? Ter somente uma coroa e capa ver­mel­ha não é o sufi­ciente. É pre­ciso primeiro ter súdi­tos, nem que seja somente um, e tam­bém o mais impor­tante: um caste­lo! Com essa pre­mis­sa, acom­pan­hamos a jor­na­da de um pequeno rei no cur­ta Le Roy­aume (2010), tam­bém con­heci­do como “The king and the beaver”, foi escrito, dirigi­do e ani­ma­do por Nuno Alves Rodrigues, Ous­sama Bouachéria, Julien Chheng, Sébastien Hary, Aymer­ic Kevin, Ulysse Malas­sagne e Franck Monier, estu­dantes de grad­u­ação da famosa e son­ha­da esco­la de cin­e­ma de Gob­elins, na France.

    A história do cur­ta é bem sim­ples, mas muito bem desen­volvi­da, pos­suin­do um humor úni­co e sen­sa­cional, sem pre­cis­ar de qual­quer tipo de diál­o­go. O esti­lo lem­bra um pouco desen­hos ani­ma­dos feito a mão, com um toque francês a la O Pequeno Príncipe, mas com detal­h­es mais refi­na­dos no cenário. Aos poucos vamos con­hecen­do mais a história do reiz­in­ho e tam­bém imag­i­nan­do o que pode­ria ter acon­te­ci­do ante­ri­or­mente com ele, pois ele car­rega con­si­go uma pista do passado.

    httpv://www.youtube.com/watch?v=Qw1wY6O7_x8

  • Trois Petit Points

    Trois Petit Points

    Para os amantes da ani­mação é prati­ca­mente impos­sív­el não ser fã das pro­duções da Esco­la de Gob­elins, na França. A Gob­elins L’é­cole de L’im­age é refer­ên­cia mundi­al em cur­tas ani­ma­dos, sem­pre muito ousa­dos e com lin­gua­gens próprias, for­man­do reno­ma­dos artis­tas para os maiores estú­dios do mun­do. Para finalizar o ano, a própria esco­la fez uma lista das mel­hores pro­duções de 2010, e nes­sa leva, está o belo Trois Petit Points, em por­tuguês Três Pequenos Pon­tos, pro­duzi­do pelos alunos de grad­u­ação Lucre­tia Andreae, Alice Dieudon­né, Tra­cy Nowocien, Flo­ri­an Par­rot, Ornel­la Pri­oul e Remy Schaepman

    Para a Europa, as guer­ras sem­pre foram deci­si­vas, infe­liz­mente, para a for­mação da sociedade, da geopo­lit­i­ca e inclu­sive de país­es. Em Trois Petit Points, a guer­ra é mostra­da pela óti­ca poéti­ca do cin­e­ma: a espera incan­sáv­el de quem fica longe das trincheiras, e a depressão e o afe­ta­men­to pro­fun­do de quem vol­ta de lá. Uma cos­tureira espera seu mari­do voltar, assim que o vê chegar, destruí­do em todos os sen­ti­dos, ela, só con­segue pen­sar em usar seus dons de cos­tu­rar, con­stru­ir e jun­tar partes para que sua vida con­tin­ue. Ele, pelo con­trário, só vê tris­teza e escuridão, como se não hou­vesse con­tin­u­ação após uma guerra.

    Trois Petit Points é lin­do, e talvez isso ain­da nem o defi­na. O cur­ta tra­bal­ha com a metá­fo­ra da recon­strução através de uma cos­tureira que acred­i­ta sal­var o mun­do com sua agul­ha, con­tra­stan­do com o mari­do, recém-chega­do da guer­ra, se trans­for­man­do, aos poucos, em um enorme cor­vo. Uma ani­mação com jeit­in­ho francês, lem­bran­do muito os tra­bal­hos de Syl­vain Chomet, onde as palavras não tem quase nen­hu­ma função per­to da imagem.

    httpv://www.youtube.com/watch?v=G0yC2ldpBFI&feature=player_embedded