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  • “Millenium — Os Homens que não amavam as mulheres” entra em cartaz nas salas 4K da rede UCI

    Millenium — Os Homens que não amavam as mulheres” entra em cartaz nas salas 4K da rede UCI

    poster Millennium – As Homens que não amavam as mulheres

    O filme Os home­ns que não amavam as mul­heres, inspi­ra­do na primeira obra da série Mil­le­ni­um, estre­ou nos cin­e­mas UCI de todo o Brasil nes­ta sex­ta-feira (27). Em Curiti­ba, a adap­tação gan­hou as telonas da sala 6 do UCI Estação e da sala 5 do UCI Pal­la­di­um, que pos­suem o mod­er­no pro­je­tor Sony 4K. Os espec­ta­dores que escol­herem uma das salas da rede com esta tec­nolo­gia terão uma exper­iên­cia úni­ca: o lon­ga, que foi grava­do jus­ta­mente com uma câmera Sony 4K, poderá ser con­feri­do com o máx­i­mo de res­olução e o dobro de qual­i­dade de imagem das salas tradi­cionais de cinema.

    O enre­do tem iní­cio nos anos 60 e envolve a família do poderoso empresário sue­co Hen­rik Vanger que, subita­mente, vê a sobrin­ha desa­pare­cer da ilha onde mora­va. Quarenta anos depois do mis­tério, o exec­u­ti­vo con­tin­ua receben­do, a cada aniver­sário, um pre­sente que lhe faz recor­dar da meni­na, e que acred­i­ta ser envi­a­do pelo assas­si­no. Acred­i­tan­do que o crim­i­noso é um dos par­entes próx­i­mos, o exec­u­ti­vo con­tra­ta o jor­nal­ista inves­tiga­ti­vo Mikael Blomqvist, que tem como mis­são desven­dar os mais ter­ríveis seg­re­dos da família, ao lado do hack­er Lis­beth Salander. 

    Com o 4K, cada cena deste lon­ga de ação poderá ser con­feri­da com muito mais detal­h­es e clareza, resul­ta­do dos avanços da mais mod­er­na tec­nolo­gia de pro­jeção. Mais infor­mações sobre a pro­jeção 4K no site.

    Serviço:
    UCI Cin­e­mas Estação
    Endereço: Aveni­da Sete de Setem­bro, 2775 – Shop­ping Estação
    Atendi­men­to eletrôni­co: (41) 3595–5599

    UCI Cin­e­mas Palladium
    Endereço: Rua Pres­i­dente Kennedy, 4121, piso L3 – Pal­la­di­um Shop­ping Center
    Atendi­men­to eletrôni­co: (41) 3208–3344

  • Crítica: A Rede Social

    Crítica: A Rede Social

    a rede social

    Todos os dias a maio­r­ia de nós aces­sa o email, um site de notí­cias e provavel­mente algu­ma rede social. Você algu­ma vez já parou para pen­sar de onde veio a ideia e qual é a história de alguns dos sites que mais aces­samos no nos­so dia a dia? Em A Rede Social (The Social Net­work, EUA, 2010), dirigi­do por David Finch­er, acom­pan­hamos jus­ta­mente o surg­i­men­to do Face­book, que em 2010 ultra­pas­sou o Google em número de aces­sos nos Esta­dos Unidos.

    Mark Zucker­berg (Jesse Eisen­berg) é um estu­dante de com­putação em Har­vard, que durante uma noite de out­ono de 2003, começa a tra­bal­har em uma nova ideia que iria mudar os hábitos vir­tu­ais não só de quase todos os estu­dantes uni­ver­sitários, mas de muitos dos usuários da inter­net. Seis anos mais tarde, ele se tor­na o mais jovem bil­ionário da história, inclu­sive sendo eleito a pes­soa do ano (2010) pela revista TIME. A Rede Social foi basea­do no livro Bil­ionários por Aca­so (leia o primeiro capí­tu­lo de graça), de Ben Mezrich, lança­do no Brasil pela edi­to­ra Intrínse­ca.

    O filme é nar­ra­do de maneira total­mente não lin­ear, alter­nan­do entre dois proces­sos judi­ci­ais que Mark enfren­tou e o proces­so da con­cepção da ideia do site, até chegar a mais de 1 mil­hão de usuários cadastra­dos nele. Já não bas­tan­do isso para dar um nó na cabeça, A Rede Social pos­sui um rit­mo bem frenéti­co, onde muitas vezes dois ou mais assun­tos são dis­cu­ti­dos ao mes­mo tem­po pelos per­son­agens. A impressão que fica é dele ter sido mon­ta­do como uma nave­g­ação na inter­net, onde você vai abrindo várias janelas ao mes­mo tem­po, alteran­do entre elas sem parar, total­mente mul­ti­task­ing.

    A Rede Social não dá prefer­ên­cia por nen­hu­ma das ver­dades de cada per­son­agem, fican­do a eter­na dúvi­da: Mark roubou ou não a idéia do Face­book? É pos­sív­el iden­ti­ficar tan­to as fal­has do per­son­agem prin­ci­pal como a dos out­ros que o estão proces­san­do. Mas, é real­mente tão rel­e­vante essa questão? Se for­mos anal­is­ar his­tori­ca­mente o mun­do das invenções, esse tipo de prob­le­ma é mais que comum, bas­ta a já frase bati­da “nada se cria, tudo se copia”. Temos tam­bém out­ra famosa, dessa vez de auto­ria de Pablo Picas­so: “Bons artis­tas copi­am, grandes artis­tas roubam”. Aliás, esse tópi­co já foi ampla­mente dis­cu­ti­do no caso da Microsoft e da Apple (leia mais sobre esse assun­to). Além dis­so, a escol­ha de Justin Tim­ber­lake (que está com uma atu­ação muito boa) para jus­ta­mente repressen­tar Sean Park­er, o cri­ador do Napser, um dos grande “inimi­gos” da indús­tria fono­grá­fi­ca, foi uma óti­ma piada.

    Durante todo o lon­ga, são usa­dos muitos ter­mos téc­ni­cos de com­putação e da inter­net, que acred­i­to não serem muito triv­i­ais para quem nun­ca ten­ha estu­da­do sobre eles, isso sem falar em todos os códi­gos e coman­dos que são rap­i­da­mente mostra­dos. Mas, de maneira algu­ma, isto com­pro­m­ete o entendi­men­to em ger­al de A Rede Social. Para quem já estu­dou sobre o assun­to (que é o meu caso), ficará feliz por final­mente ver um filme que pre­zou por mostrar a real­i­dade deste mun­do e não ficou inven­tan­do coisas. Aliás, parece que Hol­ly­wood está final­mente se pre­ocu­pan­do com isto, um caso bem recente é o filme Tron: O Lega­do.

    A Rede Social é um filme insti­gante e ao mes­mo tem­po moti­vador, afi­nal, quem não gostaria de ter uma ideia dessas e ficar mil­ionário tam­bém? Vale a pena o ingres­so para con­hecer um pouco dos back­stages de um dos sites mais aces­sa­dos da atu­al­i­dade. Só um avi­so, o lon­ga não é um doc­u­men­to fiel do que real­mente acon­te­ceu, pois o livro usa­do como refer­ên­cia, foi basea­do prin­ci­pal­mente na ver­são dos fatos por Saverin, o próprio Mark não teve qual­quer con­tribuição nele. Mas mes­mo assim, ain­da con­tin­ua sendo válido.

    Out­ras críti­cas interessantes:

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=cRSTySErIHg