Tag: tecnologia

  • Frequência Global | HQ da Semana

    Frequência Global | HQ da Semana

    encadernado_frequencia-capa1A Fre­quên­cia Glob­al é uma força-tare­fa não gov­er­na­men­tal, inde­pen­dente, com­pos­ta por 1001 agentes. Miran­da Zero, a líder do grupo, e Aleph, a moça que coor­de­na a comu­ni­cação da equipe, são as úni­cas per­son­agens con­stantes nas histórias. O elen­co da equipe prin­ci­pal, assim como os próprios desen­his­tas da série, não se repete nunca.

    A par­tir dessa pre­mis­sa, War­ren Ellis cria 12 episó­dios que podem ser lidos em qual­quer ordem. São histórias fechadas que ver­sam sobre diver­sos temas, anco­ra­dos em ideias con­tem­porâneas sobre sis­temas de infor­mação e tec­nolo­gia. Fre­quên­cia Glob­al lem­bra um pouco o espíri­to do seri­ado Arqui­vo X, com a equipe reunin­do-se para resolver situ­ações extraordinárias.

    Cada caso requer uma habil­i­dade especí­fi­ca e sem­pre há urgên­cia na ação. Assim, uma bom­ba escon­di­da em Lon­dres pede uma espe­cial­ista em le park­our para encon­trá-la a tem­po, uma invasão aliení­ge­na via um vírus cog­ni­ti­vo deve ser com­bat­i­da por uma espe­cial­ista em lin­guís­ti­ca, e por aí vai.

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    Como cada mis­são requer um tipo de agente e não há nec­es­sari­a­mente um pro­tag­o­nista fixo, nun­ca se sabe se o per­son­agem que acom­pan­hamos con­seguirá cumprir sua mis­são ou chegar vivo ao final da história.

    O roteirista Warren Ellis
    O roteirista War­ren Ellis

    Além do rit­mo acel­er­a­do e da ação con­stante, War­ren Ellis enriquece suas tra­mas apre­sen­tan­do con­ceitos tec­nológi­cos insti­gantes e explo­ran­do-os den­tro de uma ficção fantástica.

    A série foi escri­ta entre 2002 e 2004 e muitas das ideias tec­nológ­i­cas abor­dadas por Ellis já não impres­sion­am mais. Ain­da assim, vale acom­pan­har pelos out­ros méri­tos da série, como o roteiro insti­gante e as cria­ti­vas situações.

    encadernado_frequencia-capa2O grande méri­to de Fre­quên­cia Glob­al é a val­oriza­ção do tra­bal­ho cole­ti­vo. É a cole­tivi­dade, a coop­er­ação e a diver­si­dade de seus agentes que per­mite atin­gir soluções para os prob­le­mas mais ter­ríveis e emergenciais.

    Fre­quên­cia Glob­al — Vol­umes 1 e 2
    Autores: War­ren Ellis (roteirista) e diver­sos desenhistas
    Edi­to­ra: Panini.
    Preço: R$ 39,90 (vol­ume 1) e R$42,00 (vol­ume 2)

  • Homem-Aranha 2099 | HQ da Semana

    Homem-Aranha 2099 | HQ da Semana

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    Edição lança­da pela Panini

    No começo da déca­da de 1990 a edi­to­ra Mar­vel ten­tou lançar uma nova ver­são de alguns de seus per­son­agens mais pop­u­lares. Imag­i­nan­do um mun­do futur­ista, cheio de ele­men­tos tec­nológi­cos de ficção cien­tí­fi­ca e uma sociedade com um forte lega­do cul­tur­al dos super-heróis, o selo “2099” chegou às ban­cas com qua­tro títu­los apre­sen­tan­do ver­sões do Jus­ti­ceiro, Dr. Des­ti­no e Homem-Aran­ha. O quar­to títu­lo era um per­son­agem inédi­to chama­do Rav­age. Mais tarde, diver­sos out­ros per­son­agens entraram para o uni­ver­so 2099: X‑Men, Hulk, Moto­queiro Fantasma.

    Essas ver­sões futur­is­tas foram pub­li­cadas nos Esta­dos Unidos entre 1993 e 1996. No Brasil, a série fez bas­tante suces­so. Den­tre todos os títu­los, o mais pop­u­lar era o Homem-Aran­ha. Mas ele não tin­ha muito a ver com o Peter Park­er que con­hece­mos hoje. Em 2099, o Homem-Aran­ha era um cien­tista, empre­ga­do de uma grande cor­po­ração, chama­do Miguel O’Hara. Geneticista, ele se inspi­ra no herói dos nos­sos dias para cri­ar um novo tipo de ser humano, capaz de escalar pare­des e dar saltos de 15 metros.

    homemaranha2099-1 Como toda boa história de super-herói, O’Hara é víti­ma de um aci­dente no lab­o­ratório que, ao invés de matá-lo, lhe con­fere super­poderes. Esse Homem-Aran­ha do futuro pos­sui gar­ras nas pon­tas dos dedos e com elas é capaz de escalar pare­des, além de ras­gar inimi­gos. Tam­bém é capaz de pro­duzir organi­ca­mente a própria teia, pro­duz veneno, é sen­sív­el à luz. Enfim, é muito mais “aran­ha” do que o Homem-Aran­ha atual.

    O grande atra­ti­vo desse gibi é o roteiro de Peter David. Ele cria uma sequên­cia de histórias alu­ci­nante, onde o pobre Miguel O’Hara vai sain­do de uma encren­ca para entrar em out­ra pior ain­da num rit­mo frenéti­co. Mas o mel­hor são os diál­o­gos. Peter David dá a Miguel O’Hara um sen­so de humor sen­sa­cional, mor­daz, cíni­co. É difí­cil não rir ao ler as histórias. Além dis­so, o roteirista tam­bém não leva a sério a história como um todo: sem­pre há espaço para uma pia­da, para uma brin­cadeira ou uma situ­ação engraçada.

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    Homem-Aran­ha 2099 é lança­do como encader­na­da, que reúne as 10 primeiras histórias do per­son­agem pub­li­cadas em 1993 e 1994. É boa, despre­ten­siosa e pura diversão.

    Homem-Aran­ha 2099
    Autores: Peter David (roteiro) e Rick Leonar­di (arte)
    Edi­to­ra: Panini.
    Preço esti­ma­do: R$ 22,90