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  • 4ª edição do Ugra Zine Fest acontece em setembro em São Paulo

    4ª edição do Ugra Zine Fest acontece em setembro em São Paulo

    teaser_1_para_blogCon­fir­ma­da para os dias 20 e 21 de setem­bro, a quar­ta edição do Ugra Zine Fest acon­te­cerá no Cen­tro Cul­tur­al São Paulo e prom­ete reunir o que há de mel­hor no panora­ma dos zines, dos quadrin­hos inde­pen­dentes e da cul­tura alter­na­ti­va atu­ais em uma pro­gra­mação inten­sa e diver­si­fi­ca­da. Ao todo serão 4 palestras, 2 debates, 2 ofic­i­nas 2 exposições, 2 shows e, obvi­a­mente, uma deli­ciosa feira de publicações.

    Detal­h­es sobre as ativi­dades e sobre a par­tic­i­pação na feira serão divul­ga­dos em breve.

    O Ugra Zine Fest (ou sim­ples­mente UZF) é um even­to anu­al ide­al­iza­do e orga­ni­za­do pela Ugra Press – edi­to­ra, loja vir­tu­al e pro­du­to­ra paulis­tana com foco na fomen­tação e divul­gação da cul­tura inde­pen­dente. Sua primeira edição, em 2011, foi real­iza­da prati­ca­mente sem recur­sos, con­tan­do ape­nas com a aju­da de ami­gos inspi­ra­dos pela máx­i­ma punk do “faça você mes­mo”. Des­de a sua ter­ceira edição, o Ugra Zine Fest man­tém parce­ria com o Cen­tro Cul­tur­al São Paulo, um dos mais tradi­cionais pon­tos de cul­tura da cidade. O UZF foi duas vezes indi­ca­do ao Troféu HQ Mix na cat­e­go­ria “even­to”.

  • Rede UCI exibe documentário em comemoração aos 20 anos de Pearl Jam

    Rede UCI exibe documentário em comemoração aos 20 anos de Pearl Jam

    uciA UCI dá um pre­sente para os fãs brasileiros de uma das maiores ban­das de rock de todos os tem­pos. No próx­i­mo dia 20, terça-feira, a rede exibe o doc­u­men­tário Pearl Jam Twen­ty, nos cin­e­mas de sete cidades: Curiti­ba, For­t­aleza, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Juiz de Fora e Sal­vador. O filme inédi­to será trans­mi­ti­do simul­tane­a­mente em diver­sos país­es para cel­e­brar as duas décadas de história do grupo.

    No UCI Estação, em Curiti­ba, haverá duas sessões: a primeira às 19h30 e a segun­da às 21h30. A ven­da ante­ci­pa­da de ingres­sos começa hoje nas bil­hete­rias e no site da rede (www.ucicinemas.com.br). As entradas cus­tam R$ 21,00 (inteira) e R$ 10,50 (meia-entra­da).

    O doc­u­men­tário, do dire­tor e roteirista vence­dor do Oscar Cameron Crowe, tem duas horas de duração, e faz uma ret­ro­spec­ti­va da car­reira do grupo, que chegou ao suces­so no começo dos anos 90. Inte­grante do movi­men­to grunge, ao lado de Nir­vana e Soundgar­den, a ban­da estourou com hits como “Jere­my”, “Black” e “Alive”.

    Vale lem­brar que Pearl Jam vem ao Brasil em novem­bro para realizar shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Curiti­ba e Por­to Ale­gre. Como os ingres­sos para a apre­sen­tação já estão esgo­ta­dos, a UCI reser­vou esta pro­gra­mação espe­cial para os seus espectadores.

    Mais infor­mações sobre o doc­u­men­tário estão disponíveis no site www.pj20.com e tam­bém na pági­na da rede UCI: www.ucicinemas.com.br.

    Serviço:
    UCI Cin­e­mas Estação – Sala 4
    Endereço: Aveni­da Sete de Setem­bro, 2775 – Shop­ping Estação
    Atendi­men­to eletrôni­co: (41) 3595–5599

  • “Bróder” estreia nesta quinta nos cinemas

    Bróder” estreia nesta quinta nos cinemas

    Com roteiro de New­ton Can­ni­to e direção de Jefer­son De, Bróder, estre­la­do por Caio Blat, Jonathan Haa­gensen e Sil­vio Guin­dane, estreia nes­ta quin­ta-feira, dia 21 de abril, nos cin­e­mas de São Paulo e Rio de Janeiro.

    Mel­hor Filme em Gra­ma­do e Mel­hor Lon­ga-Metragem (Prêmio da Críti­ca do III Paulí­nia Fes­ti­val de Cin­e­ma) Bróder acom­pan­ha três ami­gos de infân­cia nasci­dos e cri­a­dos na comu­nidade do Capão Redon­do, per­ife­ria de São Paulo, que anos mais tarde vão se reen­con­trar por ape­nas um dia para reafir­mar suas amizades e brigar por suas difer­enças. Macu ain­da mora no Capão e está envolvi­do com o crime. Jaim­in­ho, craque de fute­bol que joga na Europa, visi­ta os ami­gos e aguar­da a con­vo­cação para a Copa. Pibe, que se mudou para out­ro bair­ro, é um pai de família sem muitas per­spec­ti­vas na vida. Ape­sar do amor e da amizade que os une, a vida fará cada um seguir seu destino.

    Bróder foi pro­duzi­do por Paulo Boc­ca­to. A tril­ha-sono­ra é de João Mar­cel­lo Bôs­coli. Com­ple­tam o elen­co, Cás­sia Kiss, Ail­ton Graça, Zezé Mot­ta e Antônio Petrin.

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=k‑XdRg4mB8M

  • Belas Artes fecha as portas no dia 24 de fevereiro

    Belas Artes fecha as portas no dia 24 de fevereiro

    Des­de o dia 06 de janeiro, quan­do foi anun­ci­a­do que o Belas Artes, um dos cin­e­mas de rua mais tradi­cionais de São Paulo, iria encer­rar suas ativi­dades, uma mobi­liza­ção espon­tânea da sociedade e impren­sa se ini­ciou na cidade.

    Hoje os advo­ga­dos do pro­pri­etário do imóv­el, Flávio Maluf, recusaram a ofer­ta de R$ 1 mil­hão de aluguel anu­al fei­ta pelos sócios Pan­do­ra e O2 Filmes. Com isso, a últi­ma sessão do cin­e­ma será na próx­i­ma quin­ta-feira, quan­do os fãs do cin­e­ma poderão se des­pedir desse patrimônio cul­tur­al da cidade. Uma pro­gra­mação espe­cial será fei­ta nesse dia, infor­mare­mos em breve.

    O Cine Belas Artes poderá voltar a fun­cionar, caso o proces­so de tomba­men­to seja aprova­do. O estu­do foi aber­to em 18 de janeiro pelo Con­pre­sp (Con­sel­ho Munic­i­pal de Preser­vação do Patrimônio Históri­co, Cul­tur­al e Ambi­en­tal da Cidade de São Paulo), e está sendo analisado.

  • Livro: Eles Eram Muitos Cavalos — Luiz Ruffato

    Livro: Eles Eram Muitos Cavalos — Luiz Ruffato

    Em Eles Eram Muitos Cav­a­l­os, de Luiz Ruffa­to, São Paulo se apre­sen­ta nua e crua, porém inteira. Como se fos­se vista através vários olhares estrangeiros, por relatos das pes­soas que cir­cu­lam por ali todos os dias.

    É uma terça-feira do ano 2000 e ali estão todos os traços de um dia apoc­alip­ti­co de fim de sécu­lo. Em Eles Eram Muitos Cav­a­l­os a nar­ra­ti­va se dá como se estivésse­mos assistin­do a um doc­u­men­tário que nos desse aces­so a tudo o que está acon­te­cen­do em uma metró­pole em um úni­co dia: tem­per­atu­ra, descrições de per­son­agens, falas entrecor­tadas, monól­o­gos e etc. A pro­pos­ta é mon­tar uma colcha de retal­hos da for­mação urbana de São Paulo. Tudo está ali, des­de mod­e­los frustradas, pas­san­do por fol­has de clas­si­fi­ca­dos num metrô até o clás­si­co reti­rante vin­do em bus­ca de uma vida mel­hor. A pro­dução de ima­gens da real­i­dade é inten­sa e situa o leitor no tem­po e em veloci­dade própria que lem­bra muito uma pro­dução audiovisual.

    A lit­er­atu­ra há muito deixou de ser, se é que algum dia foi, uma arte iso­la­da, ou a úni­ca deten­to­ra da palavra. Hoje ela fun­ciona como reflexo do caos urbano, da ligeireza das vidas e da fini­tude do tem­po. A lit­er­atu­ra é, e neces­si­ta ser, tudo ao mes­mo tem­po e para isso as fron­teiras entre o real e o fic­cional começam a se tornar, a cada obra, menos espes­sas. Luiz Ruffa­to tra­ta dessa con­tem­po­ranei­dade de for­ma pri­morosa deixan­do que cada exper­iên­cia pos­sa ser tão pŕox­i­ma e intimista que você fica se per­gun­tan­do se aque­la situ­ação não é da sua viz­in­hança ou com algu­ma pes­soa próx­i­ma, pois sabe que já ouviu e viu aqui­lo antes.

    O autor usa recur­sos real­is­tas clás­si­cos, inclu­sive a iro­nia Macha­di­ana, e em muitos momen­tos o exagero de descrições e o pecu­liar das falas faz com que o leitor se obrigue a cri­ar laços da ficção com a real­i­dade, se con­fundin­do muitas vezes com estes vul­tos urbanos descritos. De fato, uma exper­iên­cia úni­ca em que Luiz Ruffa­to sabe adap­tar cada peque­na pro­pos­ta e mudar o cenário de for­ma que o leitor mal cria laços com a situ­ação e logo parte para a pŕox­i­ma, não deixan­do de cri­ar uma sequên­cia. A mul­ti­pli­ci­dade de vozes é o pon­to forte da nar­ra­ti­va, o leitor pas­sa a ser um sujeito cole­ti­vo, par­tic­i­pante de cada vida ou momen­to das 69 exper­iên­cias ali pro­postas. É uma grande câmera em que o leitor ape­nas acom­pan­ha os trav­el­ings da narrativa.

    E que a ver­dade seja dita, por mais que as pre­mis­sas sejam extrema­mente neg­a­ti­vas sobre qual­quer relação que o cin­e­ma pos­sa ter com a lit­er­atu­ra, hoje é muito difí­cil desvin­cu­lar as duas lin­gua­gens. Prin­ci­pal­mente na lit­er­atu­ra tida como con­tem­porânea, a lin­guagem mar­ca­da das pelícu­las se faz pre­sente no tex­to. No caso de Eles Eram Muitos Cav­a­l­os é a sen­sação doc­u­men­tal que pre­dom­i­na durante todo o dis­cur­so. Não existin­do um per­son­agem prin­ci­pal ou nar­rador, é o próprio leitor que cir­cu­la por todos os meios daque­le dia comum de São Paulo, mostran­do que a geografia dos espaços tam­bém é um belo cenário.