Tag: quadrinho

  • Pico do Petróleo, por Stuart McMillen | Quadrinho

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen | Quadrinho

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #001

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #002

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #003

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #004

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #005

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #006

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #007

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #008

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #009

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #010

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #011

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #012

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #013

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #014

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #015

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #016

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #017

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #018

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #019

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #020

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #021

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #022

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #023

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #024

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #025

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #026

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #027

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #028

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #029

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #030

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #031

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #032

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #033

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #034

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #035

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #036

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #037

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #038

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #039

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #040

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #041

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #042

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #043

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #044

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #045

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #046

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #047

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #048

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #049

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #050

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #051

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #052

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #053

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #054

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #055

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #056

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #057

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #058

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #059

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #060

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #061

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #062

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #063

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #064

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #065

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #066

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #067

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #068

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #069

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #070

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #071

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #072

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #073

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #074

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #075

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #076

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #077

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #078

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #079

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #080

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #081

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #082

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #083

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #084

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #085

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #086

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #087

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #088

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #089

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #090

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #091

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #092

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #093

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #094

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #095

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #096

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #097

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #098

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #099

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #100

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #101

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #102

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #103

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #104

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #105

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #106

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #107

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #108

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #109

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #110

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #111

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #112

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #113

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #114

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #115

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #116

    Pico do Petróleo, por Stuart McMillen #117

    O inter­ro­gAção é o tradu­tor ofi­cial das HQs do Stu­art McMillen.

  • Homem-Aranha 2099 | HQ da Semana

    Homem-Aranha 2099 | HQ da Semana

    homemaranha2099-capa
    Edição lança­da pela Panini

    No começo da déca­da de 1990 a edi­to­ra Mar­vel ten­tou lançar uma nova ver­são de alguns de seus per­son­agens mais pop­u­lares. Imag­i­nan­do um mun­do futur­ista, cheio de ele­men­tos tec­nológi­cos de ficção cien­tí­fi­ca e uma sociedade com um forte lega­do cul­tur­al dos super-heróis, o selo “2099” chegou às ban­cas com qua­tro títu­los apre­sen­tan­do ver­sões do Jus­ti­ceiro, Dr. Des­ti­no e Homem-Aran­ha. O quar­to títu­lo era um per­son­agem inédi­to chama­do Rav­age. Mais tarde, diver­sos out­ros per­son­agens entraram para o uni­ver­so 2099: X‑Men, Hulk, Moto­queiro Fantasma.

    Essas ver­sões futur­is­tas foram pub­li­cadas nos Esta­dos Unidos entre 1993 e 1996. No Brasil, a série fez bas­tante suces­so. Den­tre todos os títu­los, o mais pop­u­lar era o Homem-Aran­ha. Mas ele não tin­ha muito a ver com o Peter Park­er que con­hece­mos hoje. Em 2099, o Homem-Aran­ha era um cien­tista, empre­ga­do de uma grande cor­po­ração, chama­do Miguel O’Hara. Geneticista, ele se inspi­ra no herói dos nos­sos dias para cri­ar um novo tipo de ser humano, capaz de escalar pare­des e dar saltos de 15 metros.

    homemaranha2099-1 Como toda boa história de super-herói, O’Hara é víti­ma de um aci­dente no lab­o­ratório que, ao invés de matá-lo, lhe con­fere super­poderes. Esse Homem-Aran­ha do futuro pos­sui gar­ras nas pon­tas dos dedos e com elas é capaz de escalar pare­des, além de ras­gar inimi­gos. Tam­bém é capaz de pro­duzir organi­ca­mente a própria teia, pro­duz veneno, é sen­sív­el à luz. Enfim, é muito mais “aran­ha” do que o Homem-Aran­ha atual.

    O grande atra­ti­vo desse gibi é o roteiro de Peter David. Ele cria uma sequên­cia de histórias alu­ci­nante, onde o pobre Miguel O’Hara vai sain­do de uma encren­ca para entrar em out­ra pior ain­da num rit­mo frenéti­co. Mas o mel­hor são os diál­o­gos. Peter David dá a Miguel O’Hara um sen­so de humor sen­sa­cional, mor­daz, cíni­co. É difí­cil não rir ao ler as histórias. Além dis­so, o roteirista tam­bém não leva a sério a história como um todo: sem­pre há espaço para uma pia­da, para uma brin­cadeira ou uma situ­ação engraçada.

    homemaranha2099-2

    Homem-Aran­ha 2099 é lança­do como encader­na­da, que reúne as 10 primeiras histórias do per­son­agem pub­li­cadas em 1993 e 1994. É boa, despre­ten­siosa e pura diversão.

    Homem-Aran­ha 2099
    Autores: Peter David (roteiro) e Rick Leonar­di (arte)
    Edi­to­ra: Panini.
    Preço esti­ma­do: R$ 22,90

  • Xampu | HQ da Semana

    Xampu | HQ da Semana

    xampu-capaRoger Cruz tra­bal­hou muito tem­po como desen­hista de gibis de super-heróis. X‑men, Hulk, Moto­queiro Fan­tas­ma. Mas em 2009, entre um tra­bal­ho e out­ro, Cruz arran­jou tem­po pra faz­er uma série de histórias com um esti­lo de desen­ho, enre­do e espíri­to com­ple­ta­mente difer­entes do mod­e­lo do super-herói.

    O álbum Xam­pu reúne essas histórias que falam sobre pes­soas comuns, jovens e ado­les­centes, em São Paulo no final da déca­da de 1980. Pra quem viveu essa época, o álbum tem um sabor de nos­tal­gia deli­cioso. São detal­h­es nos desen­hos: car­tazes, capas de LP, livros…

    Mas o méri­to maior do livro não está na nos­tal­gia e sim na maneira envol­vente como são nar­radas as desven­turas de seus pro­tag­o­nistas. Difí­cil não se iden­ti­ficar com as incertezas e paixões que movem essa tur­ma. Cruz con­segue cri­ar per­son­agens que cati­vam o leitor, que se tor­nam impor­tantes e que per­manecem na memória.

    xampu-1

    As histórias são rel­a­ti­va­mente inde­pen­dentes umas das out­ras, emb­o­ra pos­suam cronolo­gia e um elen­co prin­ci­pal estáv­el, todos jovens, de uma per­ife­ria. Tudo gira em torno do aparta­men­to do edifí­cio número 78, onde o Som­bra, Max, Nicole, Pedrão e mais uma galera se “mocosavam” pra cur­tir um som, dro­gas e amassos.

    xampu-2O esti­lo rock&roll, cabe­lo com­pri­do, calças jeans, jaque­ta de couro, tat­u­a­gens, bebidas, sexo… A vida dos per­son­agens vai se con­stru­in­do em torno dis­so e acom­pan­hamos tra­jetórias que nem sem­pre ter­mi­nam em finais felizes.

    A capa do álbum mostra um dis­co de vinil e brin­ca com a ideia de que não apre­sen­ta histórias, mas sim “faixas”, “canções” que recebem nomes como “Xam­pu Gen­er­a­tion”, “O Som­bra”, “Raquel”, “Max & Nicole” e out­ras. Há tam­bém uma “faixa bônus: UnPlugged”: uma sessão cheia de esboços e testes de esti­los de desenho.

    É um tra­bal­ho exce­lente, com uma nar­ra­ti­va cati­vante, óti­mos desen­hos e histórias.

    Lança­do em 2010, o álbum ain­da pode ser encon­tra­do nas livrarias e com­ic shops. O autor fez um post em seu blog com várias fotos de orig­i­nais e tam­bém  criou um blog ofi­cial da HQ.

    xampu-3
    Desen­hos orig­i­nais e fer­ra­men­tas de tra­bal­ho do autor

    Xam­pu
    Autor: Roger Cruz
    Edi­to­ra: Devir
    Preço esti­ma­do: R$ 29,50

  • A Chegada | HQ da Semana

    A Chegada | HQ da Semana

    Chegada-capaUma história em quadrin­hos que usa ape­nas ima­gens e nen­hu­ma palavra. Ou mel­hor, nen­hu­ma palavra em idioma con­heci­do. Vemos tex­tos em car­ac­teres imag­inários, letras fan­tás­ti­cas incom­preen­síveis que acabam se tor­nan­do parte das imagens.

    Isso é um artifí­cio nar­ra­ti­vo do autor Shaun Tan, que pre­tende cri­ar no leitor a sen­sação do pro­tag­o­nista da história: ser imi­grante em um país com­ple­ta­mente estran­ho, de cul­tura prati­ca­mente alienígena.

    A arte do álbum é embas­ba­cante, mag­nifi­ca­mente desen­ha­da a lápis. As ima­gens procu­ram repro­duzir fotografias anti­gas que retratavam a chega­da de estrangeiros à Améri­ca no começo do sécu­lo XX.

    Há todo um cli­ma de nos­tal­gia, mas o tem­pero espe­cial do álbum é a fan­ta­sia. Nesse novo país, o nos­so pro­tag­o­nista toma con­ta­to com estra­nhas cria­tur­in­has que pare­cem Poké­mons, com hábitos e estru­turas de tra­bal­ho rad­i­cal­mente difer­entes das que con­hecia e, prin­ci­pal­mente, com out­ros estrangeiros como ele, que vier­am de lugares ain­da mais estran­hos com histórias comoventes e sur­preen­den­te­mente reais.

    Chegada-1

    A Chega­da é uma belís­si­ma obra sobre diver­si­dade e sol­i­dariedade. Com suas silen­ciosas ima­gens em tom de sépia, está cheia de sons, histórias, cores e vida. Shaun Tan com­pôs uma história cheia de poe­sia e sen­si­bil­i­dade, mar­ca­da por ele­men­tos fan­tás­ti­cos que pare­cem simul­tane­a­mente estran­hos e famil­iares. Uma história sobre pes­soas tão difer­entes e ao mes­mo tem­po com tan­to em comum.

    Chegada-2

    A Chega­da
    Autor: Shaun Tan
    Edi­to­ra: Edições SM
    Preço esti­ma­do: R$48,00

  • Ar

    Ar

    2012-06-pt-br-Thin-Air-01

    2012-06-pt-br-Thin-Air-02

    2012-06-pt-br-Thin-Air-03

    2012-06-pt-br-Thin-Air-04

    2012-06-pt-br-Thin-Air-05

    2012-06-pt-br-Thin-Air-06

    2012-06-pt-br-Thin-Air-07

    2012-06-pt-br-Thin-Air-08

    2012-06-pt-br-Thin-Air-09

    2012-06-pt-br-Thin-Air-10

    2012-06-pt-br-Thin-Air-11

    2012-06-pt-br-Thin-Air-12

    2012-06-pt-br-Thin-Air-13

    2012-06-pt-br-Thin-Air-14

    2012-06-pt-br-Thin-Air-15

    2012-06-pt-br-Thin-Air-16

    2012-06-pt-br-Thin-Air-17

    2012-06-pt-br-Thin-Air-18

    2012-06-pt-br-Thin-Air-19

    2012-06-pt-br-Thin-Air-20

    2012-06-pt-br-Thin-Air-21

    2012-06-pt-br-Thin-Air-22

    2012-06-pt-br-Thin-Air-23

    2012-06-pt-br-Thin-Air-24

    2012-06-pt-br-Thin-Air-25

    2012-06-pt-br-Thin-Air-26

    2012-06-pt-br-Thin-Air-27

    2012-06-pt-br-Thin-Air-28

    O inter­ro­gAção é o tradu­tor ofi­cial das HQs do Stu­art McMillen.

  • Adeus Tristeza — A História dos meus ancestrais, de Belle Yang

    Adeus Tristeza — A História dos meus ancestrais, de Belle Yang

    Saber a história de seus ances­trais não é ape­nas uma jor­na­da históri­ca, mas tam­bém uma jor­na­da pes­soal de auto-con­hec­i­men­to e, cer­tas vezes, de cura tam­bém. Belle Yang nasceu em Tai­wan, pas­sou parte da infân­cia no Japão e depois foi para os Esta­dos Unidos com seus pais e lá cur­sou biolo­gia. Mas para fugir de um vio­len­to ex-namora­do, chama­do por eles de “ovo podre”, voltou a Chi­na (1986), estu­dou artes plás­ti­cas e se deparou tam­bém com a luta dos chi­ne­ses pela democraria e fim da cor­rupção (1989). Sen­tiu então pela primeira vez em sua vida o que é estar pri­va­da da sua liber­dade de expressão e ao voltar no final de 1989 para Cal­ifór­nia, decide que pre­cisa faz­er algu­ma coisa com essa liber­dade, mas ain­da não sabia ao cer­to o que.

    Você tem sua mente e duas mãos. Uma para escr­ev­er e out­ra para pin­tar. Se sua alma alcançar a paz, você pode atin­gir suas metas.

    De vol­ta na casa dos pais, fica con­fi­na­da naque­las qua­tro pare­des com medo de que “ovo podre” apareça nova­mente, enquan­to seus ami­gos, já for­ma­dos, estão des­fru­tan­do de uma car­reira promis­so­ra no mer­ca­do de tra­bal­ho. Seu ex-namora­do ain­da con­tin­u­a­va a perseguin­do, chegan­do inclu­sive dis­parar tiros­no escritório do advo­ga­do de Yang, afa­s­tan­do assim tam­bém muitas pes­soas que a família con­hecia. Pas­sa­va então o tem­po prat­i­can­do caligrafia e em uma noite escu­ra e tem­pes­tu­osa, quan­do fal­tou luz, seu pai nar­ra um pouco a história de sua família na Manchúria e, não con­seguin­do depois dormir, resolve começar a escr­ev­er o que ouviu. Assim nasceu a obra “Adeus Tris­teza — A História dos meus ances­trais” (For­get Sor­row), de Belle Yang, com tradução de Éri­co Assis, lança­do pela Quadrin­hos na Cia.

    Todo o proces­so da cri­ação da própria HQ é con­ta­da para­le­la­mente a história de sua família — por parte de do pai — jun­to com os pen­sa­men­tos da auto­ra e de seus pais sobre as várias situ­ações, que enriquece bas­tante a nar­ra­ti­va e a deixa em cer­tos momen­tos bem diver­ti­da. É pos­sív­el diz­er que esta obra é um ver­dadeiro mer­gul­ho em frag­men­tos da história da anti­ga Chi­na, abrangen­do um perío­do de cer­ca de cem anos. Mas não é esse aspec­to, de cer­ta for­ma até doc­u­men­tal, que chama mais atenção na obra. São as relações entre os famil­iares, cada pes­soa com sua par­tic­u­lar­i­dade, que a tor­na tão interessante.

    Para o Pai, a vida era como cuidar de um jardim… Toda vez que as flo­res estavam prestes a abrir… a urtiga toma­va con­ta. O bud­is­mo ensi­na os home­ns a amar as ervas dan­in­has, mas o Pai não conseguia.

    O esti­lo de nar­ra­ti­va auto­bi­ográ­fi­ca de Yang, lem­bra bas­tante a de Mar­jane Satrapi (Per­sépo­lis), prin­ci­pal­mente pelo seu sen­so de humor, se difer­en­cian­do nesse sen­ti­do de out­ros autores como Art Spiegel­man (Maus) e Joe Sac­co. Já seus desen­hos são de uma sim­pli­ci­dade muito poéti­ca, com forte influên­cia da caligrafia e do desen­ho ori­en­tal, mas que muitas vezes lem­bra a téc­ni­ca de xilogravura.

    Você viu o touro que eles espõem no tem­p­lo aos feri­ados? Aque­le touro rece­bera do mel­hor pas­to, mas suas entra­nhas foram reti­radas, então o vestem com um bro­ca­do e o sac­ri­fi­cam aos deuses. Se eu aceitasse a ofer­ta do rei, acabaria como o touro. Se quisesse voltar a meu modo de vida mais sim­ples, não conseguiria.

    Ape­sar de ini­cial­mente pare­cer que, por se tratar de uma out­ra cul­tura e out­ra época, ape­nas pou­cas situ­ações irão soar famil­iares, você provavel­mente irá se espan­tar com a quan­ti­dade de situ­ações e tipos de pes­soas que se assim­il­am com as do seu cotid­i­ano. Cer­tas vezes parece até nov­ela mex­i­cana, taman­ha as intri­gas e jogos vivi­dos por essas pes­soas. Isso, soma­do a um boca­do de filosofia e reflexões taoís­tas e bud­is­tas e cul­tura pop­u­lar chi­ne­sa. inter­es­sante, não?

    Sobrin­ho, num livro de cem pági­nas, você terá sorte se encon­trar dez que tragam algu­ma ver­dade. Pense nis­so: dez, se o livro for exce­lente. Geral­mente você só vai tirar algu­mas pou­cas fras­es úteis. O resto são ape­nas palavras des­perdiçadas. Se você vai ler um livro, lem­bre-se ape­nas das partes úteis. Não se dê ao tra­bal­ho de guardar as tolices. Quan­do acabar de ler, queime tudo. A ver­dade é que mes­mo as partes que fazem sen­ti­do não são de todo úteis. Não leve os livros tão a sério. se não se lem­brar de nada, tam­bém não há prob­le­ma. É tudo um monte de bobagem.

    Essa jor­na­da pela história de seus ances­trais, lem­bra bas­tante o livro “Quan­do Tere­sa brigou com Deus”, de Ale­jan­dro Jodor­owsky, que tam­bém é reple­to de reflexões a respeito das pes­soas e da vida, assim como per­son­agens bem curiosos, com “Yuan, o Idio­ta”, um ped­inte taoís­ta que era o ami­go do Bisavô de Yang, que deixa todos intri­ga­dos pelos seus cos­tumes e modo de viver.

    Quem tem inter­esse em ver um pouco dos “basti­dores” da pro­dução des­ta obra, segue abaixo um vídeo da pro­dução de umas das páginas.

  • Tipo III

    Tipo III
























    O inter­ro­gAção é o tradu­tor ofi­cial das HQs do Stu­art McMillen.

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 17

    Diário de um Hiperativo — Episódio 17

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!

  • Locomotivo: Professa

    Locomotivo: Professa

    Thi­a­go tam­bém escreve, desen­ha e devaneia no seu blog Loco­mo­ti­vo, atu­al­iza­do por ele mesmo.

  • Locomotivo: A Supersincera

    Locomotivo: A Supersincera

    Thi­a­go tam­bém escreve, desen­ha e devaneia no seu blog Loco­mo­ti­vo, atu­al­iza­do por ele mesmo.

  • Locomotivo: Sair por cima é tudo

    Locomotivo: Sair por cima é tudo

    Thi­a­go tam­bém escreve, desen­ha e devaneia no seu blog Loco­mo­ti­vo, atu­al­iza­do por ele mesmo.

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 13

    Diário de um Hiperativo — Episódio 13

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 12

    Diário de um Hiperativo — Episódio 12

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!

  • Lançamento de ¨Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente¨, de Lourenço Mutarelli, dia 14/12, na Itiban, em Curitiba

    Lançamento de ¨Quando meu pai se encontrou com o ET fazia um dia quente¨, de Lourenço Mutarelli, dia 14/12, na Itiban, em Curitiba

    Lourenço Mutarel­li

    No dia 14 de dezem­bro, quar­ta-feira, 19 horas, Lourenço Mutarel­li estará na Itiban Com­ic Shop para lança­men­to do seu aguarda­do retorno às histórias em quadrin­hos, Quan­do meu pai se encon­trou com o ET fazia um dia quente. Na ocasião haverá bate-papo com os fãs e sessão de autógrafos.

    Depois de anos afas­ta­do dos quadrin­hos, o autor vol­ta com a história de um fil­ho que resolve nar­rar os dias de luto do pai. Urdi­da com a econo­mia de palavras e a far­tu­ra de silên­cios que são mar­ca reg­istra­da de Mutarel­li, a tra­ma espetac­u­lar do livro é realça­da por ima­gens deslum­brantes, feitas de tin­ta acríli­ca em tons que reforçam o cli­ma desolador.

    Quan­do meu pai se encon­trou com o ET fazia um dia quente tam­bém exper­i­men­ta com a lin­guagem tradi­cional das HQs, ao faz­er quadros de pági­na inteira em todo livro. Não bas­tasse a ousa­dia visu­al, Mutarel­li tam­bém orga­ni­za as ima­gens de for­ma a que não sigam rig­orosa­mente a história nar­ra, crian­do um que­bra-cabeça que exige a par­tic­i­pação ati­va da inteligên­cia do leitor.

    Lourenço Mutarel­li é escritor, ator e quadrin­ista. Atu­ou na peça escri­ta e dirigi­da por Mario Bor­tolot­to, Músi­ca para ninar dinos­sauro e no filme Nati­mor­to, além de diver­sas out­ras par­tic­i­pações. Escreveu os livros Cheiro do ralo (Com­pan­hia das Letras), que foi adap­ta­do para cin­e­ma por Heitor Dhália; Teatro das som­bras (Devir); A arte de pro­duzir efeito sem causa, Miguel e out­ros demônios, O Nati­mor­to e Nada me fal­tará, indi­ca­do ao prêmio Por­tu­gal Tele­com 2011, todos tam­bém pela Com­pan­hia das Letras.

    Entre diver­sos tra­bal­hos em quadrin­hos, desta­cam-se: Tran­sub­stan­ci­ação, O dobro de cin­co, O rei do pon­to, A soma de tudo – partes 1 e 2 e A caixa de areia – ou eram dois no meu quin­tal, todos lança­dos pela Edi­to­ra Devir. Quan­do meu pai se encon­trou com um ET fazia um dia quente é sua primeira HQ pela Com­pan­hia das Letras.

    O even­to é gra­tu­ito. A itiban Com­ic Shop fica na Av. Sil­va Jardim, 845, em Curiti­ba. Mais infor­mações podem ser obti­das pelo tele­fone (41) 3232–5367, com a Mitie.

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 11

    Diário de um Hiperativo — Episódio 11

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 10

    Diário de um Hiperativo — Episódio 10

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 9

    Diário de um Hiperativo — Episódio 9

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 8

    Diário de um Hiperativo — Episódio 8

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 7

    Diário de um Hiperativo — Episódio 7

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!

  • Diário de um Hiperativo — Episódio 6

    Diário de um Hiperativo — Episódio 6

    Clique na imagem para ampliar!


    Clique na imagem para ampliar!