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  • Cloudy

    Cloudy

    As nuvens são um grande poço de imag­i­nação para as cri­anças. Quem não lem­bra quan­do era pequeno e fica­va se ques­tio­nan­do como eram feitas as nuvens, se elas tin­ham algu­ma tex­tu­ra, como seria tocá-las e o que será que fazi­am elas terem aque­las for­mas no mín­i­mo curiosas?

    O cur­ta Cloudy, cri­a­do pelos artis­tas Samuel Bork­son e Arturo San­doval III, é uma explo­ração den­tro do uni­ver­so das nuvens onde elas, de um jeito muito fofin­ho e com musi­cas ale­gres, fazem as suas tare­fas diárias para man­ter o céu fun­cio­nan­do. A ideia prin­ci­pal foi mostrar de uma maneira diver­ti­da que tudo em nos­so mun­do tem um papel e um propósito.

    Este é o primeiro cur­ta da FriendsWith­Y­ou, um cole­ti­vo artís­ti­co que cria prin­ci­pal­mente design­er toys e tem seu esti­lo basea­do forte­mente em artis­tas como Muraka­mi, Arturo Her­rera e Yay­oi Kusama. Já a ani­mação foi fei­ta pelo argenti­no Matías Fer­nán­dez, que pos­sui um port­fólio que vale a pena ser con­heci­do pelo seu site ofi­cial. Seus tra­bal­hos vão des­de vin­hetas para canais como FOX e MTV, como out­ras ani­mações fofinhas.

    Cloudy é um vídeo para você sen­tar e relaxar enquan­to ouve uma musiquin­ha feliz e se diverte com os per­son­agens bonit­in­hos e engraça­dos. O úni­co peri­go aqui é a músi­ca ficar gru­da­da na sua cabeça.

    httpv://www.youtube.com/watch?v=kySziocrOmU

  • Crítica: Hobo With a Shotgun (O Vingador)

    Crítica: Hobo With a Shotgun (O Vingador)

    Crítica Hobo with a ShotgunPrimeira­mente, é inegáv­el que Hobo With a Shot­gun (EUA/CAN, 2011), de Jason Eisen­er, entre­ga com sobras aqui­lo que prom­ete. Aliás, prom­ete antes mes­mo de ser um filme de fato, des­de que ain­da era ape­nas mais um dos trail­ers fal­sos de Grind­house (EUA, 2007). Em tem­pos em que prati­ca­mente não podemos mais con­sid­er­ar qual­quer lon­ga como “o mais vio­len­to que já vimos”, porque tal car­go é suplan­ta­do por uma série de novos filmes a cada ano, Hobo With a Shot­gun cer­ta­mente colo­ca seu nome entre eles.

    E longe de mim con­sid­er­ar essa “com­petição” pela vio­lên­cia como uma coisa ruim. Con­sidero a vio­lên­cia estiliza­da como uma das coisas mais diver­tidas que o cin­e­ma pode nos pro­por­cionar e me posi­ciono rad­i­cal­mente con­tra as man­i­fes­tações con­tra os chama­dos “filmes vio­len­tos”. Claro que há casos e casos, há a vio­lên­cia fan­tás­ti­ca de um Machete (EUA, 2010) ou de um Kill Bill (EUA, 2003), enquan­to há aqui­lo que é gra­tu­ito e injus­ti­fi­ca­do de filmes que nada tem a diz­er, como O Alber­gue (EUA, 2005).

    Hobo With a Shot­gun se enquadra na primeira cat­e­go­ria. A vio­lên­cia pode, sim, ser gra­tui­ta, mas ela está ali muito mais para diver­tir que para chocar. E sim, fun­ciona, inegavel­mente. Mas infe­liz­mente, e talvez aí a cul­pa seja min­ha por ter deposi­ta­do esper­anças demais no filme des­de que ele começou a ser divul­ga­do, as coisas acabam não sendo tão boas como poderiam…

    O títu­lo é a mel­hor sinopse pos­sív­el para o que acon­tece nos pouco mais de 80 min­u­tos de Hobo With a Shot­gun: um mendi­go com uma esp­in­gar­da que resolve colo­car uma cidade cor­romp­i­da de vol­ta ao eixo. Rut­ger Hauer inter­pre­ta o per­son­agem prin­ci­pal, um mendi­go recém-chega­do à cita­da cidade que, logo em seus primeiros instantes, pres­en­cia uma exe­cução a céu aber­to per­pe­tra­da pelo “dono” da cidade, o traf­i­cante Drake (Bri­an Downey), que cul­mi­na com uma dança sen­su­al ban­ha­da pelo sangue que lit­eral­mente esguicha do cor­po decap­i­ta­do. É basi­ca­mente assim que somos intro­duzi­dos ao filme.

    Ao sal­var a vida de Abby (Mol­ly Dun­w­stowth), o Mendi­go é cas­ti­go pelos fil­hos de Drake e pela polí­cia cor­rup­ta da cidade. Depois dis­so, durante um assalto numa loja na qual esta­va, decide faz­er justiça na cidade e começa a ir atrás de cafetões, pedó­fi­los e todo e qual­quer tipo de desajus­ta­do, até chegar ao próprio Drake.

    Tudo o que acon­tece em Hobo With a Shot­gun é muito grá­fi­co e exager­a­do, e vai des­de muti­lação da mão com um cor­ta­dor de gra­ma a tiro no saco. Porém, tudo é TÃO exager­a­do que não chega a ser chocante, ain­da mais para os padrões cin­e­matográ­fi­cos atuais.

    Mas nem tudo são flo­res. O filme é diver­tido, é vio­len­to, o per­son­agem prin­ci­pal é caris­máti­co. OK. Mas fal­ta “algo”. Li comen­tários que cer­tos ele­men­tos ruins do cin­e­ma dos anos 70 são usa­dos proposi­tal­mente, mas não acho que ten­ha sido a mel­hor escol­ha. O expec­ta­dor não é real­mente apre­sen­ta­do a nen­hum dos per­son­agens e nem às relações entre eles. Não que o pano de fun­do seja extrema­mente necessário para o que o lon­ga se propõe (como eu disse ante­ri­or­mente, isso Hobo With a Shot­gun cumpre com sobras), mas no fim fica um cer­to vazio, o que, para mim, aca­ba sendo um pon­to neg­a­ti­vo que pesa bas­tante. Já os diál­o­gos ruins (aí sim, niti­da­mente proposi­tais) divertem por um tem­po, mas acabam cansan­do no desen­ro­lar da história.

    Rut­ger Hauer é con­vin­cente como o Mendi­go, mas o resto do elen­co, quase que total­mente for­ma­do por descon­heci­dos, não segu­ra a pete­ca em momen­tos impor­tantes da história. Talvez isso ten­ha a ver, tam­bém, com a direção do inex­pe­ri­ente Jason Eisen­er (este é prati­ca­mente seu primeiro lon­ga), que con­tribuiu para que falte o punch necessário ao filme. Se isso tam­bém foi proposi­tal, aí sim a escol­ha foi defin­i­ti­va­mente errada.

    No lado pos­i­ti­vo, a tril­ha sono­ra e o Tech­ni­col­or garan­tem a parte boa do climão exploita­tion, mas não fazem de Hobo With a Shot­gun uma exper­iên­cia tão boa quan­to pode­ria ser para os fãs deste tipo de cinema.

    Assisti Hobo With a Shot­gun queren­do adorá-lo, mas não con­segui. Me pren­deu, sim, da primeira à últi­ma cena e em momen­to algum me pare­ceu uma per­da de tem­po, mas eu que­ria muito que fos­se algo mais, como foi Machete (o out­ro – e bril­hante – spin-off de Grind­house). É o típi­co filme cujas opiniões a respeito diver­girão muito. Só por isso, acho que vale a pena assi­s­tir e tirar sua própria conclusão.

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=6qLinsS4rjk

  • Crítica: Rio

    Crítica: Rio

    crítica RIOAni­mações sem­pre são muito esper­adas pelo grande públi­co e Rio (Rio, E.U.A., 2011), do já cul­tua­do Car­los Sal­dan­ha, já esta­va no topo da lista dos lança­men­tos do ano. Preparan­do o públi­co para as Olimpíadas 2016, o lon­ga veio como um pra­to cheio para salien­tar a beleza e a cul­tura do Brasil, mais especi­fi­ca­mente da cidade do Rio de Janeiro.

    Blu é uma arara azul macho que des­de muito cedo foi tira­da do seu habi­tat nat­ur­al pelos con­tra­ban­dis­tas de aves. Indo parar numa cidadez­in­ha gela­da no esta­do de Min­neso­ta, nos E.U.A., o lin­do pás­saro azul é encon­tra­do por Lin­da, ain­da garot­in­ha, que cui­da e o ensi­na muitas coisas durante 15 lon­gos anos. A vida de Blu era per­fei­ta até apare­cer o biól­o­go brasileiro, Túlio. Saben­do que Blu é o úni­co macho da espé­cie, ele con­vence a sua dona Lin­da a irem até o Rio de Janeiro para que ele com a últi­ma fêmea, Jade, per­petuem a espé­cie. Só não con­tavam que o con­tra­ban­do de aves ain­da estivesse atrás de araras azuis, fazen­do da viagem uma ver­dadeira saga.

    Blu é muito além de um pás­saro ¨da família¨, como ele mes­mo diz, é uma arara azul inteligente, cheio de per­for­mances mas que ain­da não sabe voar. A relação dele com Jade, uma arara livre e amante de vôos, faz de Rio uma ani­mação que foca o enre­do em vários pon­tos inter­es­santes. Além de ser a jor­na­da sobre as situ­ações engraçadas de um pás­saro desacos­tu­ma­do ao seu habi­tat, ele traz um Brasil menos cos­tumeiro, mes­mo com car­naval, favela e etc. sem despen­car para nen­hum lado, soan­do sim­ples­mente agradável.

    O roteiro de Rio con­ta com um argu­men­to extrema­mente diver­tido e envol­vente. Mes­mo o trio de roteirista terem no cur­rícu­lo filmes extrema­mente fra­cos, a junção deles foi extrema­mente pro­du­ti­va. O lon­ga con­ta com tiradas muito diver­tidas e os per­son­agens tem suas per­son­al­i­dades bem mar­cadas, que se transpõem de somente bichos ani­ma­dos com belas tex­turas. Aliás, a parte téc­ni­ca é inques­tionáv­el. O dire­tor expli­ca que hou­ve meses de obser­vação quan­to ao com­por­ta­men­to das aves para que a ani­mação fos­se real­ista mas ao mes­mo tem­po encan­ta­do­ra aos olhos (leia-se fofin­ha). O 3D da ani­mação é bem sutil mas agradáv­el e as dubla­gens — ain­da bem — são óti­mas, realçan­do o teor das piadas, mas ain­da quero ouvir Jesse Eisen­berg com a voz de Blu.

    Não é nen­hu­ma novi­dade que o Brasil — cada vez mais — vem se tor­nan­do um país com mentes extrema­mente cria­ti­vas no genêro da ani­mação, seja para o cin­e­ma ou pub­li­ci­dade. A expor­tação dess­es artis­tas é inevitáv­el já que os estú­dios brazu­cas ain­da depen­dem de mui­ta ver­ba. Car­los Sal­dan­ha tem sido uma bela sur­pre­sa na área des­de que botou no cur­rícu­lo o pro­je­to de A Era do Gelo, seus tra­bal­hos sem­pre resul­tam em pro­duções de altís­si­ma qual­i­dade téc­ni­ca e roteiros sem­pre muito diver­tidos. Com Rio não é difer­ente, um lon­ga que con­segue exal­tar uma cidade tão pop­u­lar mun­do afo­ra sem se focar somente ou no car­naval ou nas maze­las soci­ais vivi­das ali. Vale o ingres­so, com pipoca e muito bom humor!

    Par­ticipe tam­bém da Pro­moção Rio e con­cor­ra a con­vites para ver o filme de graça.

    Out­ras críti­cas interessantes:

    • Lean­dro Melo, no Pipoca Com­bo
    • Trail­er:

      httpv://www.youtube.com/watch?v=jDAJCc1IkPI

  • Crítica: Elvis e Madona

    Crítica: Elvis e Madona

    crítica elvis e madonaSão poucos os filmes de comé­dia român­ti­ca que con­seguem sair um pouco do padrão do gênero. Elvis e Madona (Brasil, 2010), dirigi­do por Marce­lo Laf­fitte, faz da inver­são de opções sex­u­ais dos per­son­agens prin­ci­pais, o grande chama­riz para o seu lon­ga sair do lugar comum.

    Elvis (Simone Spo­ladore) é uma moto­ci­clista que son­ha em ser fotó­grafo e em uma de suas entre­gas como “moto­girl” de uma piz­zaria, con­hece Madona (Igor Cotrim), uma cabel­ereira que son­ha em pro­duzir um show de teatro. Deste encon­tro inusi­ta­do, entre uma lés­bi­ca e um trav­es­ti, nasce uma história de amor nada convencional.

    Em Elvis e Madona temos todos os clichês das comé­dias român­ti­cas, mas por traz­er essa roupagem difer­en­ci­a­da, con­segue des­per­tar o lado cômi­co deles. Ape­sar dis­so, não traz nada mais inusi­ta­do, ou inteligente, sobre o assun­to. Graças a uma tril­ha sono­ra bem pre­sente e agi­ta­da, muitas situ­ações do lon­ga se tor­nam menos cansativas do que real­mente seri­am se não hou­vesse esse recur­so. Inclu­sive, uma de suas músi­cas é “Reflexo” da ban­da Beep-Polares, que é lid­er­a­da pelo próprio Igor Cotrim.

    O foco do filme é mes­mo a con­strução e o desen­volvi­men­to do amor entre esse dois per­son­agens, sem faz­er qual­quer ques­tion­a­men­to ou apro­fun­da­men­to em relação a opção sex­u­al de cada um deles. Ape­sar de em pou­cas cenas de Elvis e Madona haver um pre­con­ceito de out­ros per­son­agens, des­de incom­preen­são á repul­sa ficar mais aparente, essas situ­ações são rap­i­da­mente igno­radas ou concluídas.

    Elvis e Madona é um filme mais para diver­são, bem cin­e­ma pipoca, que ques­tiona com o con­ceito de casal mais usu­al, além é claro de tam­bém mex­er na feri­da do pre­con­ceito de muitos. Se você esta­va esperan­do algo mais ques­tion­ador e pro­fun­do sobre a questão de gêneros, este não é o lon­ga que você esta­va procurando.

    Após a exibição do filme no 7º Fes­ti­val de Verão do RS de Cin­e­ma Inter­na­cional, hou­ve uma con­ver­sa com o ator Igor Cotrim, que falou um pouco sobre como foi sua preparação para o papel e tam­bém como hou­ve a pre­ocu­pação de não faz­er algo que ficas­se car­i­ca­to ou este­ri­oti­pa­do, além de out­ros detal­h­es sobre a pro­dução do longa.

    Out­ras críti­cas interessantes:

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=SUqDKzzxzgM

  • Crítica: Ricky

    Crítica: Ricky

    crítica ricky

    Com uma sinopse nada con­vida­ti­va e um trail­er tão pouco explica­ti­vo quan­to ela, con­fes­so que Ricky (França/Itlália, 2009), com direção e roteiro de François Ozon, esta­va bem no fim da min­ha lista de filmes pos­sivel­mente inter­es­santes do 7º Fes­ti­val de Verão do RS de Cin­e­ma Inter­na­cional, em Por­to Ale­gre. Mas, por motivos de horários, acabei indo assistí-lo e fui surpreendido.

    Katie e Paco são duas pes­soas comuns que acabam se con­hecen­do, se apaixo­nan­do e deste amor nasce um fil­ho. Só ele está longe de ser um bebê nor­mal, pode­ria muito bem se diz­er que ele é algo real­mente extraordinário.

    Muito explica­ti­vo este resumo, não? É jus­ta­mente com este mis­tério, que feliz­mente tam­bém é man­ti­do no trail­er, que Ricky con­segue ser uma bela sur­pre­sa para quem vai assistí-lo. O inter­es­sante foi que ape­sar do filme, sutil­mente, dar indí­cios do porque o bebê ser difer­ente, ele em nen­hum momen­to dá qual­quer expli­cação mais dire­ta, ou mirabolante. Alías, Ricky pos­sui bas­tante essa car­ac­terís­ti­ca de não ter a neces­si­dade de explicar as coisas, elas sim­ples­mente acon­te­cem e é isso. Esse ar mais de fan­ta­sia tam­bém lem­bra um pouco o cin­e­ma fan­tás­ti­co do Michael Gondry, com sua magia e ele­men­tos lúdicos.

    Todo o desen­volvi­men­to da história se foca nes­sa exceção acon­te­cen­do com pes­soas total­mente nor­mais, sem nen­hum grande luxo e edu­cação. Isto tor­na Ricky um filme de fácil iden­ti­fi­cação com o cotid­i­ano e as situ­ações apre­sen­tadas. Ao mes­mo tem­po ele tam­bém pos­sui um pouco da per­spec­ti­va dos fatos vis­tos pelos olhos de uma cri­ança, a irmã mais vel­ha dele, que tem um diál­o­go e uma visão total­mente difer­ente dos adultos.

    Algo tão sur­preen­dente assim aca­ba geran­do todos os tipos de reações e curiosi­dades. Alguns pen­sam só no estu­do cien­tí­fi­co do bebê, out­ros como uma maneira de gan­har din­heiro e fama, alguns não sabem que reação ter e por fim há tam­bém aque­les que o con­sid­er­am uma anom­alia que deve ser cura­do. Estas coisas, prin­ci­pal­mente a curiosi­dade da mãe em ten­tar enten­der e acom­pan­har mel­hor seu desen­volvi­men­to, acabam geran­do situ­ações muito engraçadas e tam­bém muitas vezes ques­tion­ado­ras, em relação a real intenção destas pessoas.

    Ricky é um filme diver­tido e tam­bém total­mente ines­per­a­do, que vale a pena ser assis­ti­do com uma men­tal­i­dade mais aber­ta para sur­pre­sas e situ­ações que sim­ples­mente acon­te­cem, sem mui­ta racional­iza­ção e/ou grandes teo­rias. O lon­ga foi Indi­ca­do no Fes­ti­val inter­na­cional de Berlin 2009 — Gold­en Berlin Bear (François Ozon).

    Para quem já viu o filme, alguém con­seguiu perce­ber a relação da cena ini­cial, na del­e­ga­cia, com o do filme? Se você acha que tem uma ideia, comente abaixo!

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=RHdP4R2spnw

  • Crítica: Amor à Distância

    Crítica: Amor à Distância

    amor a distancia

    Man­ter um rela­ciona­men­to à dis­tân­cia não é algo fácil e Amor à Dis­tân­cia (Going the Dis­tance, EUA, 2010), uma comé­dia român­ti­ca dirigi­da por Nanette Burstein, tra­ta jus­ta­mente das difi­cul­dades, paranóias e dos bons momen­tos deste tipo de relação.

    Gar­rett (Justin Long) acabou de levar um fora de sua namora­da e vai ao bar afog­ar suas mágoas jun­to com os ami­gos. Lá con­hece Erin (Drew Bar­ry­more), uma mul­her com quem com­par­til­ha cer­tas afinidades, e ela aca­ba indo para casa dele no final da noita­da. No dia seguinte temos a típi­ca situ­ação do “e ago­ra, o que eu faço?” com os dois, durante o café da man­hã, afir­man­do que não querem nada sério, prin­ci­pal­mente pelo fato de que Erin vai mudar de cidade em seis meses. Mas eles acabam se ven­do com bas­tante fre­quên­cia e uma paixão se ini­cia. Quan­do final­mente chega a hora de ela ir emb­o­ra, deci­dem que vão ten­tar man­ter a relação ape­sar da distância.

    Quem já namorou à dis­tân­cia, ou namo­ra, vai se iden­ti­ficar em vários momen­tos, ape­sar de que em Amor à Dis­tân­cia parece não exi­s­tir algo chama­do con­ta tele­fôni­ca, prin­ci­pal­mente por que os per­son­agens prin­ci­pais não seguem aque­le padrão per­feit­in­hos e bem resolvi­dos em tudo, exce­to no amor, muito comum em comé­dias român­ti­cas. Os ami­gos de Gar­rett, um deles mora jun­to com ele, são out­ro difer­en­cial, prin­ci­pal­mente pelos seus gos­tos difer­entes, geran­do algu­mas situ­ações bem engraçadas.

    Amor à Dis­tân­cia pode ser resum­i­do basi­ca­mente em 3 palavras: bebidas, sexo e roman­tismo. Qual­quer decepção é des­cul­pa para ir ao bar, tudo é rela­ciona­do com sexo e há atos “super român­ti­cos” real­iza­dos por Gar­rett, um pos­sív­el namora­do dos son­hos para muitas mul­heres. Com um humor bem áci­do e debocha­do, que em cer­tos momen­tos lem­bra Se Beber Não Case, o filme usa e abusa de piad­in­has com teor sex­u­al, que as vezes são bem engraçadas, mas out­ras total­mente forçadas e ridículas.

    Um pon­to que chamou atenção em Amor à Dis­tân­cia, foi o destaque dado a ban­da The box­er rebel­lion, que é lit­eral­mente lança­da no filme. Com certeza é um óti­mo meio de divul­gação, prin­ci­pal­mente porque seu esti­lo musi­cal provavel­mente irá agradar ao públi­co alvo do longa.

    Com um enre­do bem lin­ear, seguin­do o padrão da comé­dia mod­er­na típi­ca, Amor à Dis­tân­cia se desta­ca jus­ta­mente por traz­er per­son­agens, e situ­ações, mais plausíveis de acon­te­cer no mun­do real. Mis­tu­ran­do ele­men­tos mais fem­i­ni­nos e out­ras vezes mais mas­culi­nos, provavel­mente o filme irá diver­tir ambos os públi­cos, prin­ci­pal­mente aque­les apre­ci­adores do gênero.

    Quer assi­s­tir Amor à Dis­tân­cia de graça? Então par­ticipe da Pro­moção Amor à Dis­tân­cia e con­cor­ra a brindes e con­vites para ver o filme em todo o Brasil.

    Out­ra críti­cas interessantes:

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=bkBDo2WMaXI

  • Crítica: Histórias de amor duram apenas 90 minutos

    Crítica: Histórias de amor duram apenas 90 minutos

    historias de amor duram apenas 90 minutos

    Nes­sa últi­ma déca­da o cin­e­ma brasileiro vem ten­tan­do cri­ar novas iden­ti­dades audi­v­io­suais e, optan­do pela ten­ta­ti­va de nar­ra­ti­vas e enre­dos que fujam do já bati­do favela-sertão do país, muitos filmes surgem com enre­dos con­tem­porâ­neos e urbanos. Histórias de amor duram ape­nas 90 min­u­tos (Brasil, 2009), de Paulo Halm é mais um dess­es filmes com car­ac­terís­ti­cas fiéis a essa nova fase.

    Em Histórias de amor duram ape­nas 90 min­u­tos tudo gira em torno da crise de cri­ação do aspi­rante a escritor Zeca (Caio Blat). Ele já está na casa dos 30 anos, é casa­do com a aparente­mente bem resolvi­da Julia (Maria Ribeiro) e ain­da vive com o din­heiro que seu pai dá todo mês. Zeca pas­sa a acred­i­tar que sua mul­her o trai e vai mais além, ele acha que ela o trai com uma out­ra mul­her, a bela dança­ri­na Car­ol (Luz Cipri­o­ta). O fetiche mas­culi­no está com­ple­to a par­tir do momen­to em que Zeca pas­sa a se sen­tir atraí­do pela sexy dança­ri­na argentina.

    Quem nos con­ta a angús­tia da fal­ta de pro­dução e as aven­turas sex­u­ais-amorosas é o próprio Zeca, que apre­sen­ta o seu insuces­so de sair da pági­na 50 do seu futuro livro e aca­ba por ser escra­vo de suas próprias paranóias e ócio. O nar­rador de Histórias de amor duram ape­nas 90 min­u­tos vive o para­doxo de dese­jar uma vida sem pudores e, por out­ro lado, fica lamen­ta­do os seus atos, o que aca­ba, infe­liz­mente, soman­do pon­tos con­tra a con­ven­ci­bil­i­dade do personagem.

    Zeca é o estereótipo mod­er­no de algum escritor mar­gin­al da déca­da de 60 ou 70, só com a difer­ença de ter quem sus­tente sua vida alter­na­ti­va. Mas Caio Blat sabe ori­en­tar o per­son­agem jus­ta­mente pela fal­ta de aut­en­ti­ci­dade e dependên­cia do Zeca e tam­bém pela nar­ra­ti­va diver­ti­da que ele apre­sen­ta o desen­ro­lar da história. O que não con­vence muito, e aparenta muitas vezes força­da, é a sen­su­al­i­dade da per­son­agem Car­ol, que abusa do sotaque e das cur­vas argenti­nas para dar charme a interpretação.

    A pro­dução de arte no Histórias de amor duram ape­nas 90 min­u­tos tem um quê de orig­i­nal­i­dade desta­can­do os dois ambi­entes mais impor­tantes do filme, os aparta­men­tos do casal e da argenti­na, ambos muito legais e fiéis ao esti­lo dos per­son­agens. A fotografia das ruas de boêmia car­i­o­ca tam­bém é óti­ma e dá charme à película.

    Histórias de amor duram ape­nas 90 min­u­tos não é nen­hu­ma pro­dução grandiosa, sem ousa­dias de enre­do ou de lin­guagem, mas é um filme que vai além do cin­e­ma atu­al, que ten­ta ser pseu­do críti­co e extrema­mente expos­i­ti­vo sobre as defi­ciên­cias soci­ais do país.

    Out­ra críti­cas interessantes:

    Trail­er:

    httpv://www.youtube.com/watch?v=jC1CxN_61kw